domingo, 7 de fevereiro de 2010

Orelha do Livro

Na eterna busca do encontro de si mesmo, da paz interior, alguns cruzam seus braços e conformam-se com o estabelecido, outros dão de ombros e seguem a esmo sem perguntas. Se não há perguntas, pouco importam as respostas. Mas há os insatisfeitos, os inquietos, cientes de que existe mais, muito mais do que o limite apresentado. É desses o mérito das mudanças, dos avanços cotidianos do ho-mem. Vêm dos insaciáveis de conhecimento as respostas que nos fazem seguir acreditando na dinâmica maravilhosa das descobertas e conquistas huma-nas.
Anderson Ribeiro é uma dessas pessoas. E se declara: "Sou um realista utópico e um fantasista convicto." Inquieto, escurece e ilumina as páginas deste livro com terrores e delícias, inquietudes prazeirosas. Neste livro, somos logo avisados de que entraremos em um dos as- suntos mais incompreendidos e experimentados pelo homem. Repleto de perguntas, muitas vezes, nunca respondidas: o amor.
Vestir-se poeta, fazer-se poeta e versar sobre o amor pode parecer matéria fácil, cotidiana. Mas machuca, alegra, esvazia, transborda, alivia, chora, canta, desnuda. É para poucos. Anderson Ribeiro levou ao extremo a nudez de sua alma e nos apresenta a coragem de se tornar poeta versado, nos sonetos, poeta menino, em suas quadras, poeta homem, nos poemas e brincador de palavras. Do amor fez até música, que neste livro, delas, só conseguiremos as letras. A melodia fica na alma, embalada pela habilidade deste jovem escritor de enxergar o mundo com seus próprios olhos.

Por Carine Reis - Jornalista

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos estes que aí estão, Atravacando meu caminho, Eles passarão. Eu passarinho.” Mário Quintana
Blog Algozes