domingo, 7 de fevereiro de 2010

Nota do Autor

 ALGOZES é meu primeiro trabalho literário, uma conquista forjada com trabalho e perseverança. O livro é uma coletânea de poesias escritas entre os anos de 1.989 e 1.999, ano tal, em que foi lançado. Trata-se de uma busca por meus próprios sentidos, perdidos em vinte e sete anos incluso numa sociedade anti-poética e irracional. São anotações que fiz para a posteridade, caso um dia venha a esquecer quem sou e o que quero, possa buscar meus ensinamentos e aprendizados de mim mesmo.
Nada se faz desacompanhado. Todo trabalho é resultado, mesmo que indiretamente, de esforços coletivos. "ALGOZES" não foge à regra. Pelo contrário, é assumidamente fruto de um conjunto, onde o todo é maior que a soma de suas partes. Quem foi, nessa soma, um singular neste plural resultante, pôde fluir, em sua leitura, junto à palavra escrita. A individualidade lírica de cada um contou sua história à última página, Quando, finda a escrita, clareou-se uma história de amor, esta, escrita também, mas por outro tipo de palavras, num lugar onde os olhos, mesmo os mais vívidos, não teriam alcance: o coração.
Não se trata de agradecimento, mas sim de reconhecer um troca, uma verdadeira trilha forjada por poesia. Agradecer seria muito pouco, mas agradeço, como um começo. Desde que começamos, muito percorremos, estamos no meio, num ponto onde não se vê um final, somos reticências infindas, belas, fecundas. Esta é a temática, este é o agradecimento. Perceber que, para a vida, não existem palavras, só o eterno início: Era uma vez...

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Todos estes que aí estão, Atravacando meu caminho, Eles passarão. Eu passarinho.” Mário Quintana
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